Cartão Postal

Amsterdam + Haia: pedalando no país da liberdade

19.12.2017

Post por: Jacqueline Glasmeyer

Esse ano participei de uma competição internacional acadêmica pela faculdade (24th Willem C. Vis International Commercial Arbitration Moot ) que ocorre todo ano em Viena, Áustria, assim como participei do pre-moot da Permanent Court of Arbitration que fica em Haia, na Holanda (uma espécie de treino para a competição oficial). Claro que entre Tribunais, tardes de estudos e treinos, eu e meu grupo de estudos conseguimos conhecer um pouquinho das cidades que ocorreram os eventos e também aproveitei para ficar mais uma semana pela Europa Central após o fim da competição.

Bom, antes de falar de Haia, na Holanda, onde ocorreu o pre-moot da PCA dentro do Palácio da Paz, eu e minha amiga Paula passamos dois dias em Amsterdam, a cidade das bicicletas, dos canais e da Cannabis. Com certeza já está no top 5 das minhas cidades preferidas do mundo e por isso, quero ressaltar algumas dicas de lá. A cidade não é muito grande, mas realmente tem muita coisa pra fazer, então, se não tiver muito tempo para conhecer todos os museus e se for fã de arte moderna, sugiro que vá no Moco Museum (honestamente preferi mais esse do que o Museu do Van Gogh). Lá você vai conseguir encontar exibições de artistas incríveis como o anônimo artista de rua britânico Banksy, o ousado Andy Warhol e se der sorte como eu, Salvador Dali. E pra ficar ainda melhor, lá você vai pagar um preço bem justo, fugir da turistada, pois nem todo mundo conhece o Moco e de quebra vai estar no chamado Museumplein (praça dos museus) aonde tem um gramadão verde lindo aonde as pessoas ficam sentadas conversando entre amigos e várias barraquinhas de comida, inclusive aquela famosa porção de batata frita que vem no cone.

Falando em comida, não posso deixar de recomendar a Japanese Pancake World (que já havia sido recomendado por outro amigo). Lá em Amsterdam as panquecas são muito famosas, mas essa panqueca japonesa foi com certeza a melhor que já comi na vida. Não vá com grandes expectativas quanto ao lugar, pois é bem pitoresco, tem pouquíssimas mesas e poucos funcionários, mas que fazem a panqueca com muito capricho.

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O Red Light District, é onde ficam as famosas prostitutas meio a luzes vermelhas, e essa área da cidade cheia de coffe shops como o renomado Bulldog. Pode parecer loucura, mas realmente é bem divertido e interessante, mas cheio de turistas. Se quiser mais sossego, sugiro ficar um pouco afastado dessa região e encontrar um lugarzinho show como eu e minha amiga fizemos ao alugar um quarto de frente para um dos canais de Amsterdam pelo Airbnb, apaixontante.

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PS: cuidado para não ser atropelado pelos ciclistas! Lá tem mais bikes do que pessoas e vai ver pouquíssimos carros. Se souber pedalar, não deixe de alugar uma bike para se divertir (com muita prudência) meio aos sinaleiros e faixas especiais para ciclistas, entre os holandeses carregando seus filhos em cestas e as holandesas de saia e salto alto pedalando.

Se for ficar pela Holanda por um tempo, o ideal é comprar o cartão da Dutch Railways (NS) e colocar euros nele. Ao pegar os trens ou tramps, como eles chamam, você apenas passa o cartão na hora de entrar e outra vez na hora de sair. Pegamos aquele trem de primeiro mundo de Amsterdam para Haia e chegamos em torno de 1h (que eu me lembre paguei algo próximo a 20 euros).

Haia é a capital política da Holanda e lá ficam situadas diversas Organizações e Tribunais Internacionais. Alugamos uma (maravilhosa) casa pelo Aribnb perto do Palácio da Paz, conhecido como sede do direito internacional, pois é lá que fica a Corte Internacional de Justiça da ONU, uma das mais vastas bibliotecas de Direito Internacional do mundo e a Corte Permanente de Arbitragem, que realizou o pre-moot que participamos.

É uma cidade extremamente linda, calma, limpa e amigável. Os holandeses que encontramos por lá foram muito simpáticos e assim como em Amsterdam, todos andam de bicicleta. Diferente da capital da Holanda, o comércio e lojas fecham cedo, inclusive restaurantes, mas se tem um restaurante que recomendo, é o Jamey Bennett Bar & Kitchen, que dá pra ir a qualquer hora do dia, seja no café da manhã, almoço, jantar ou apenas para tomar uns drinks. Tem um cardápio bem variado e fica em uma praça super fofa, logo em frente ao lago que está localizado o Binnenhof, casa parlamentar mais antiga do mundo em uso, uma vista e tanto!

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Também ao contrário de Amsterdam, Haia não tem tanto turistas, o que torna todos os passeios bem mais agradáveis. A exemplo disso, estão os coffe shops: em Amsterdam, os mais tranquilos são mais afastados do centro, e em Haia não há muitos, mas não posso deixar de recomendar o DizzyDuck – zero turistas, ambiente agradável, locais simpáticos e um bom atendimento.

Por último uma dica para quem for na primavera (que dizem ser a melhor época para conhecer a Europa): visite o Keukenhof, os jardins das lindas e coloridas tulipas! Eu não fui porque não tive tempo por causa da competição e por isso acabei vendo os campos de tulipas apenas pela janela do trem, mas na verdade esse é um passeio imperdível na primavera.

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PS: Lembre de manter o respeito no território deles, dentro dos coffe shops os holandeses não gostam que fiquem falando alto e fazendo farra (típico de brasileiros haha). Por lá, a vibe é ouvir um som, trocar uma ideia e manter o ambiente mais silencioso.

beijos, Vicky Christine
Don’t Look Back In Anger- Oasis
Cartão Postal

Conhecendo Dublin em 1 dia

23.11.2017

Hey!

Como vocês viram nas redes sociais esse final de semana eu fui pra Dublin na Irlanda. Foi uma viagem totalmente inesperada e posso dizer que foi a melhor de todas desde que estou fazendo intercâmbio. O engraçado é que até duas semanas atrás eu falava “nossa, vai demorar pra eu viajar sozinha, não sei se tenho coragem” e não é que mudei de ideia- e bem rápido?! Apareceu a oportunidade e me joguei, um pouco com medo, mas só fui! E sério, eu amei! Ta que foi só um dia, mas já é um começo né! Obvio que viajar com alguma companhia é melhor, mas quando a gente não tem, não dá pra ficar se prendendo… E olha, você monta seu itinerário, visita o que quer, vai comer onde quer, enfim, você que manda e só depende de você e isso é bom.

Como tive pouco tempo na cidade, o que me ajudou muito foi fazer um roteirinho, porque assim você consegue se localizar e saber o que é perto do que, não perdendo tempo útil. Vamos começar (aperte o play!)? Cheguei em Dublin numa quinta feira de noite, deixei minhas coisas no hostel e fui procurar algum lugar perto para comer e acabei indo no Thai Spice, um rest tailândes bem gostosinho. Logo depois, fui andando para a região do Temple Bar, lá tem vários pubs e é super legal, parada obrigatória! Já que é pra ir em pub, quis conhecer três: The Temple Bar, que é um dos mais famosos, The Quays Bar e The Auld Dubliner. O que eu mais gostei estourado foi o primeiro, fiquei encantada com o bar todo decorado pro Natal, tinha música ao vivo e os cantores eram sensacionais, música de verdade sabe?! Foi demais!!

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O pessoal ama beber na Irlanda, como não bebo cerveja, pedi um drink no The Temple Bar, o Long Temple Iced Tea.

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No outro dia, sexta feira, acordei bem cedo e já sai andando em direção a O´Connel Street, passando pela The Spire, um monumento em forma de agulha.

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Atravessei a região do Temple Bar, seguindo para a Christ Church Cathedral e logo para o Dublin Castle. Entrei no Castelo, mas achei que ele pode ser dispensável, esperava mais e mais salões para ver. Se não me engano paguei 7 euros.

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Saindo do Castelo, fui caminhando para a Trinty College, que é a principal Universidade da Irlanda, onde também fica a famosa Old Library, uma biblioteca com mais de 200 mil livros antigos. Vale muito a pena a entrada, é surreal, cena do filme Harry Potter.

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Mas antes, no caminho dei algumas paradinhas. Quando vi a loja da Urban Outfitters achei tão fofa que tive que entrar para dar uma olhadinha haha.

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As ruas também, uma mais fofa que a outra, queria tirar foto de tudo.

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Parei para almoçar no The Stag’s Head Bar, tava morrendo de fome e na frente do bar estava escrito “best pub in Ireland 2016”, então pensei: é esse mesmo! Queria comer uma comida típica e rápido e sério, esse pub foi a melhor escolha da vida!! Pedi sugestão da garçonete e ela me sugeriu “Beef and Guinness Casserole”. Foi a melhor refeição disparado! Veio uma soupa de carne com batata dentro e torradas com alho. Comi rezando! Para acompanhar, Irish Coffee, que leva Whisky. Sinceramente, achei forte e não consegui tomar nem um terço, mas vale a pena experimentar. Outro café típico na Irlanda é o chamado “Baileys Coffee”, que eu amei!! Bem mais suave e docinho.

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Perto da Trinty College parei no Aran Sweater Market, uma loja que tem uma variedade bem bacana de sweaters e outros acessórios e pelo que eu vi, as peças são feitas na Irlanda. Comprei dois cachecóis e uma meia.

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Saindo da biblioteca segui para a Grafton Street, uma rua bem famosa que tem várias lojas e também onde fica a estátua da Molly Malone.

Para vocês terem uma noção comecei a turistar umas 10 da manhã e terminei às 15:30, ou seja, se você se organizar dá para conhecer vários lugares em pouco tempo.

Para terminar, às 15:30 fui para a Guinness Storehouse. Mesmo não gostando de cerveja eu não poderia deixar de ir. Vários amigos me falaram que a visita é obrigatória quando se está em Dublin. E achei que valeu super a pena, no final você pode degustar a cerveja e comprar vários produtinhos na loja. É uma experiência bem bacana e você sai sabendo de todo o processo de produção até se chegar no sabor e textura da cerveja Guinness. Fica a dica! E ah, comprei o ingresso online e custou 17,50 euros.

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Bom, assim termina o tour por Dublin, amei muito e espero que vocês também!

Ps: a música linkada no começo é o “hino” dos irlandeses, eles dançam e cantam todos juntos quanto toca.

beijos, Vicky Christine
Dicas, Tendências

O estilo das espanholas

18.10.2017

Hey!

Hoje quero falar sobre o estilo das espanholas. Faz um tempinho já que eu venho observando como as mulheres de Madrid se vestem, seja na rua, nas baladas e até dentro da minha universidade. Elas tem um estilo bem notável, bem delas e acho isso bem legal. É claro que o street style varia dependendo da região que você está. Em Salamanca por exemplo, você nota um estilo casual chique, em Malasaña tudo muda e vai pro lado mais hippie e vintage. Tendo essa percepção, confiram uma síntese do estilo das madrileñas:

Saia xadrez com t-shirt || xadrez com babado
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camisa caída nos ombros, mostrando o busto || camisa xadrez
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vestido de listra || vestido estilo camisa
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moletom estampado || blusa de tricot ou de lã mais larguinha
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estampa floral || vestido estilo camisola com tênis
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mix de estampas || pantacourt
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jeans com a barra aberta || jeans boyfriend (mais larguinho, vintage)
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Vans || bolsa Falabella da Stella McCartney
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Outro acessório que elas usam bastante é o cinto com fivela de metal.

O que vocês acham? Gostam? Comentem!

beijos, Vicky Christine
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